Dec 01 de 2021

País precisa melhorar gestão do sistema elétrico, diz Abeeólica

23/11/2021

Executiva defende emprego mais racional da matriz hidrelétrica e integração com outros usos da água


Executiva defende emprego mais racional da matriz hidrelétrica e integração com outros usos da água.


A presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Gannoum, acredita que o Brasil precisa melhorar os processos de operação do sistema de energia de elétrica.

“Precisamos enxergar as hidrelétricas com os demais recursos que elas oferecem para o sistema, que não são somente a energia elétrica. Precisamos mudar a forma de operar o sistema, é o que trará a mudança para o próprio planejamento do sistema, para que se possa aproveitar melhor os recursos”, afirmou em evento online promovido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) na tarde de hoje.

As usinas hidrelétricas são caracterizadas como uma energia de base, ou seja, podem ser acionadas a qualquer momento, diferentemente de fontes como a solar e a eólica, que dependem de condições climáticas para gerar energia.

“Não é porque os recursos são abundantes que vamos aproveitá-los mal. Temos que pensar melhor em investimentos para eficiência energética, trazer novas tecnologias, e preparar o mercado brasileiro para essas tecnologias”, complementou.

Nesse sentido, Elbia apontou que o Brasil está bem posicionado para receber investimentos em geração de energia eólica em alto-mar (offshore). Ela lembrou que o Ibama já tem 22 projetos desse segmento em licenciamento, num total de 46 gigawatts (GW) de capacidade.

Segundo a executiva, para esses investimentos se concretizem, é necessário ter uma diretriz regulatória, além de uma melhor logística portuária e soluções para conexão das usinas offshore à malha de transmissão. “Precisamos tornar o Brasil atrativo para esses investimentos”, destacou.

Para Elbia, é preciso agilizar a atração de investimentos, de modo a não perder oportunidades. A presidente da Abeeólica participou da Conferência do Clima (COP26) na Escócia no começo deste mês e disse ver uma mudança global nas discussões sobre a descarbonização da matriz energética. Ela destacou o ganho de importância de temas relacionados ao meio ambiente, sociedade e governança (ESG, na sigla em inglês).

“Há um forte papel da sociedade civil e dos grandes investidores do mercado financeiro. São eles que vão ditar a pauta da economia de baixo carbono. Temos muito a fazer, principalmente no sentido de otimizar o uso dos recursos, para utilizá-los de maneira mais inteligente”, afirmou.

Nesse sentido, a vice-diretora da Coppe UFRJ, Suzana Kahn, lembrou que o Brasil precisa aproveitar a atração de investimentos em energias renováveis para também incorporar novas tecnologias e ajudar a gerar empregos.

“Se não investirmos em tecnologia, no valor agregado, e não capacitarmos as pessoas em vários níveis, vamos ter uma quantidade cada vez maior de desempregados. Estamos passando não só por uma transição energética, mas também por uma transição digital”, disse Suzana.

Fonte e Imagem: Valor Econômico.





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